Na verdade, o Porto é tanto meu como de todos que o estimam e com mais ou menos pronúncia, sem dúvida que a cidade vence, pelo calor humano que por aqui se vive.
Há quem diga que a paixão acontece sem explicação, que arrebate o nosso coração e de facto é assim, a minha paixão pelo Porto, não sei explicar... Só sei sentir.
Talvez por isso, tenha tanta dificuldade em me exprimir por palavras, nem os próprios sentimentos conseguem revelar tamanha beleza, e se fosse possível, seriam os cheiros, os sabores da óptima comida, os paladares dos excelentes vinhos, as vozes do nosso povo hospitaleiro e as vitórias do nosso grande clube, os melhores cartões de visita.
O Porto não é apenas o meu berço de nascimento, é a cidade onde cresci, estudei, formei ...
Foi no Porto que vivi o meu primeiro grande amor (e também a minha primeira grande tristeza) faz parte.
Decididamente é a cidade da história da minha vida, cada rua, cada pedra da calçada por onde passei, que me viu nascer, crescer, tornar-me naquilo que hoje sou.
Uma cidade marcada pela vincada fonética bairrista, muitas vezes saborosamente exagerada, e que personalizam o povo do Norte (dizem).
Ainda que eu não tenha qualquer índice da pronúncia regionalista da minha cidade, tenho em mim as influências lutadoras, e fortes, sem dúvida, de qualquer portuense que se preze ...
Corre-nos no sangue ...
Corre-nos no sangue ...
E repito, palavras para que?













