Em jeito de homenagem (onde já lá vão as bolachas), quero falar convosco de mais um presente especial que recebi no passado Natal.
Que sou guloso, não é novidade para ninguém mas daí a conjugarem o meu ponto fraco (os doces) com gestos que me arrebatem o coração, só para quem realmente me conhece.
Assim é a Mila, que está "comigo" há vários anos e toma conta, não só da casa, como de mim.
Uma espécie de "responsabilidade maternal" acrescida, entre os panos e as tarefas domésticas cá de casa.
Nunca se esquece das datas festivas mas no Natal tem vindo a surpreender-me.
Desta vez recebi uma caixa (que embrulhou e decorou) com dezenas de biscoitos de gengibre...
E se os olhos também comem (cliché mas sei que me percebem) os meus só não saltaram do rosto porque o mais certo era depois perder-me para os colocar de volta no lugar.
Digam lá, se não tenho razão?!
Os tradicionais bonecos que chegam a dar pena trincar, não vá o pobre coitado sentir alguma dor por estarmos a devorá-lo.
Tapei os ouvidos (claro que estou a brincar) e provei as formas e sabores diferentes destes fragmentos de amor.
É que mais que o gengibre, o mel ou o coco pulverizado, transportam o sentimento de quem os fez a pensar em quem os recebe.
Eram tantos que consegui que embelezassem uma das mil e uma bomboneiras cá de casa (outra das minhas predições) o tempo suficiente para aguçarem a saudade e a vontade de querer mais.
A Mila, que também "partilho" com a minha mãe e uma das minhas tias, veio e conquistou o seu lugar nas nossas casas, por todos estes motivos ... E muitos mais.
FranciscoVilhena







