sexta-feira, 24 de abril de 2015

Animais Valiosos


A resgatar, reabilitar e realojar animais em situação de risco e abandonadas, a associação Quatro Patinhas ganha força, no combate a a favor dos amigos de quatro patas.

Ainda assim, todos os esforços parecem sempre poucos, quando se trata de salvar animais em situações delicadas, muitas vezes na luta entre a vida e a morte.

Numa ideia revolucionária, esta ONG está a promover uma ação que apelidou de "Animais Valiosos".

Nas pet shops substituem, por um dia, os animais à venda por outros para adoção.

As pessoas gastam um valor absurdo pra comprar um animal quando existem outros que poderiam estar levando um amor incondicional pro resto da vida sem precisar que a pessoa gaste um centavo por isso, diz Christianne Duarte Garoui, presidente e fundadora da associação.




Segundo a Quatro Patinhas, já estão agendadas 41 datas da ação em uma série de pet shops.

Gostava de acreditar que nós possamos ter, nesta organização não governamental, o incentivo certo, para nas nossas lojas de animais, fazermos o mesmo.

Eu tenho uma cadela de raça, que Amo e era o meu Sonho, um gato que comprei e um que adotei ... 

Não sou contra os animais comprados, porque à partida obriga, por si só, a uma espécie de compromisso de não abandono mas também acho que estas ações são, não só extremamente importantes, como essenciais!

Vale a pena ver a reação das pessoas, quando ficam a perceber que o animal que pretendem comprar, na realidade estava para oferecer ...


Obrigado Quatro Patinhas!

FranciscoVilhena


terça-feira, 21 de abril de 2015

Desculpa Castanha ... Desculpa!!!


Nem todas as histórias têm um final Feliz e hoje, partilho convosco um desses malditos e injustos desfechos.

Vi a Castanha no facebook, apareceu-me no feed de notícias e foi impossível não ficar comovido.

Este é o olhar inocente e amedrontado de uma lutadora que vai ser "adormecida".

Sofre de leishmaniose visceral canina, uma doença mortal de curso lento e de difícil diagnóstico, mas não é a doença (que pode ser evitada pela vacinação ou minimamente controlável) que a leva ...

Foram os continuados maus tratos, físicos e psicológicos, que a largaram neste estado de rotura e a única amaldiçoada "esperança" que lhe deixaram foi esta ...

Aqueles que juraram estimá-la e protegê-la, foram os mesmos que a conduziram ao abismo!!

A imagem fala por si ... O olhar terno e em pânico extremo por saber que lhe vão tocar, o olhar de uma inocente que a lei não protegeu ...

Conhecido como 'Zé dos Cães' foi José Melato que tentou salvar esta nobre cadela, esforço que a mesma se sente incapaz de reconhecer ... 

De cada vez que tentam medicá-la, amedronta-se por achar que vai apanhar de novo.

Frágil, visivelmente abalada, alheia a que nem todos nós temos a falta de coração, Castanha, como gostava que entendesses isso ...

E reforço, desculpa Castanha por fazer parte da mesma espécie que te deixou assim ...

Ninguém consegue tirar-me dos ombros mais uma (de tantas) vergonhas.

Desculpa!!!  

FranciscoVilhena






quarta-feira, 8 de abril de 2015

Mais um Ano, Mais um Aniversário

 

Contrariamente aos anos anteriores, neste aniversário decidi fugir ao cliché jantar de amigos seguido da saída noturna.

Não obstante de ter celebrado mais que uma vez, até este ano foram menos, sendo que de cinco festas tive apenas três.

Para quem não me conhece, isto prende-se com a separação entre a família, grupos de amigos e de trabalho, depende ... 

No ano passado diverti-me imenso, é verdade, consegui reunir cerca de oitenta pessoas que tornaram a minha noite memorável (ver artigo Feliz Aniversário) mas este ano quis tirar partido do Sol, da maresia e aqui entre nós, estar com os meus amigos uma tarde inteira só para mim!

Não foi preciso puxar muito pela cabeça, para escolher o espaço que correspondesse às minhas exigências ... Kodac, claramente o nosso melhor spot na praia.

A possibilidade de tirar partido daquele maravilhoso ambiente, em que a decoração abraça o bom gosto, do sol fantástico, do atendimento familiar e profissional com que sempre somos recebidos, foram os fatores decisivos.

Falei com o Marcos, alinhamos alguns pormenores e fizemos a reserva para sábado, 4 de Abril (até porque no dia foi sexta-feira Santa). 

Não deixou de ser curioso, não o pude ter presente por estar a trabalhar mas tive a sorte de celebrar no local de trabalho dele.


Apesar das diferenças face aos outros anos, assumo que em certos aspetos, não fugi à minha tradição, a começar pelo meu atraso (risos).

Marcado para as 16h, cheguei cerca de 20 minutos depois (Oh Francisco, essa etiqueta!).

Mas ali estavam todos os meus convidados (que conseguiram estar presentes) visto que a celebração coincidiu com a véspera do domingo de Páscoa e tantos foram os amigos que não estiveram cá ...

Tristezas à parte, o meu sorriso fortaleceu-se por todos os presentes, amigos e familiares, que me mimaram como nunca (e logo eu, que adoro mimo).

















E festa que é festa merece um bolo à altura e uma vez mais, a minha tradição manteve-se fiel a quem me acompanha do pequeno almoço às celebrações oficiosas: Doce Alto.



A escolha do bolo e o resultado final, não escondo, foi mérito deles, sendo que das poucas coisas que fiz questão que entrasse, foi a pimenta rosa e as paredes de chocolate que seguram esta deliciosa tentação.

A textura do bolo é quase indescritível, desde a rosa cobertura de Ferrero Rocher ao chocolate e os frutos silvestres, um paladar que de tão bom, não deixou uma só fatia para contar a história ... Nem para aqueles gulosos que gostavam de ter repetido (como eu, risos).



E nada melhor que um brinde, para reforçar os desejos de muitos anos de vida (e melhores),preferencialmente sem rugas (risos).



Brincadeiras à parte, nada como desejo de nunca deixar de ter desejos.

Entre o dentro e fora, o champanhe (e outras bebidas) rimos, sorrimos e ainda assistimos a um fantástico pôr do sol ...

Obrigado a todos vocês. 

FranciscoVilhena


Um especial obrigado à Doce Alto
Obrigado a toda a fantástica equipa Kodac

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Se eu não tivesse limites ...


Desde pequenos que somos confrontados e formatados com limites, educacionais, sociais, comportamentais, entre tantos outros. 

O desafio parece fácil, o que fazíamos se não tivéssemos limites?

Foi a pergunta que me fizeram!

Não consegui ter uma resposta imediata ou consistente ...

Escolheria amigos diferentes? Uma profissão diferente? Outro sítio para morar? 

(...) 

Qualquer coisa que pudesse ter feito de outra forma, o mais provável era ter mudado o rumo da minha vida, até aqui.

Se olhar para trás, sinto-me afortunado: uma família estável, uma infância confortável, qualidade de vida, a realização de tantos e tantos sonhos ...

Mas será que foi o suficiente?

A dúvida instala-se a partir do momento em que me encontro debruçado nesta conversa de cadeirão comigo mesmo ...

Atualmente levo uma vida que não sinto como minha, afinal de contas, deixei de ser eu a poder controlá-la e isso faz com que ela não me pertença ...

Tenho que sorrir, mesmo quando me apetece chorar, tenho que pensar no que os outros esperam que eu faça, em vez de fazer aquilo que realmente quero, tenho que ter cuidado com a forma como me visto, os acessórios que uso, eu sei lá, só vos pergunto, é isto a que chamamos de liberdade?

Sinto-me tão "livre" como um pássaro, preso numa gaiola.

Eles também têm comida, água, cantam e alguns até constituem família mas é isto que os torna realmente livres?

Existe uma inversão de valores, as pessoas ocupam-se a apontar defeitos quando deveriam era desocupar-se daquilo que não lhes diz respeito.

Sejamos honestos, ninguém é à imagem de ninguém mas isso não faz de nós superiores ou inferiores em absolutamente nada!

Se eu não tivesse limites?

Se eu não tivesse limites, por exemplo, gostava de expressar aquilo que eu sinto, da forma que eu sinto, sem medo de agradar ou desagradar ...

Se eu não tivesse limites, gostava de ser Feliz.

Tantos falsos moralismos e etiquetas forçadas quando na realidade aquilo que representa e reforça os valores de cada um, são coisas tão banais como não falar mal dos outros, respeitar as diferenças ...

Que graça seria se o Mundo fosse todo igual?

Eu não me imagino a viver e a ver o Mundo com uma única cor ... Elas são várias, bolas.

Sou da tribo dos intensos, tenho o coração na boca e culpo a minha genuinidade emotiva, pelo destaque de forma negativa, para muitas pessoas.

Não é que me tire o sono, aprendi há muitos anos que só me incomoda aquilo que eu permito ...

Aqui entre nós, isso não significa que não sofra com a maldade alheia.

Mas depois, no final do dia, entro em casa e rodeado dos meus animais, das minhas coisas, sinto que é ali que encontro a fortaleza contra tudo aquilo que tenho como resto.

Sim, como tudo aquilo que sobra ... Resto.

Na realidade, tenho pena das pessoas que precisam de viver a falar dos outros, das pessoas cuja vida é falsamente preenchida e cujo vazio se faz sentir a cada palavra amarga, a cada discurso seco.

Acreditam em fadas ou dragões?

Eu não sei se eles existem, só sei que nas fábulas, as bruxas más, acabam sempre numa solidão ardente ...

Se eu não tivesse limites, bem, só queria olhar para trás e ter a certeza que tudo isto valeu a pena ...

Se eu não tivesse limites, só gostava de puder ser realmente Eu!

FranciscoVilhena


quinta-feira, 2 de abril de 2015

A minha nova Varanda da Cozinha


Tudo em minha casa começa assim, com uma peça ou um móvel que decido mudar de sítio.

A partir daí, desencadeiam-se todas as ideias e mais algumas, quase como se nada ficasse bem onde sempre esteve ...

E se por ventura cheguei a pensar que isto passava, com o tempo, enganem-se (risos).

Quem me conhece sabe que desde que decidi comprar um apartamento para recuperar, todos os anos (sim, leram bem) todos os anos redecoro alguma divisão ou faço uma obra.

Cheguei a culpar "os queridos" (o meu programa favorito) mas agora acho que é um pouco das duas coisas, o vício no Querido Mudei a Casa e o meu lado desenfreadamente idiota.

A uns dia de celebrar o meu aniversário, decidi acrescentar algumas plantas verdes aos canteiros exteriores do condomínio ... Assim, para me mimar igualmente fora de casa, quando entro ou quando saio.

Foi na Jardiland que escolhi as plantas que queria e quando perguntei porque motivo a minha laranjeira tinha deixado de dar fruto, foi-me logo explicado 'tem que colocar o vaso lá fora' ...

Lá fora?

Mas lá fora já tenho a minha Polygala Myrtifolia (que por acaso está apertada), pensei.

Pronto, estava aceso o rastilho que ditou as alterações na minha varanda.

Comecei por comprar umas orquídeas para o lugar da laranjeira.


Pensei na laranjeira para o lugar da dita árvore apertada que por sua vez foi parar a um dos canteiros do prédio.


 

O que seu sei é que depois de tudo isto, já nada se enquadrava naquela varanda ...

Recuando um pouco, a verdade foi que ela já passou por várias etapas, das mais bonitas às menos bonitas ...




Numa das últimas redecorações, forrei o chão a madeira.

Comprei no Leroy Merlin e na altura, ainda não existiam os fundos em borracha ou os materiais sintéticos ...




Por isso mesmo, nem os cuidados anuais do envernizamento evitaram que o chão apodrecesse.



Entre uma hipótese semelhante mais resistente ou algo completamente diferente, arrisquei.

Esbarrei-me por acaso, pela primeira vez, num Horto, em Gueifães, entrei e foi a simpatia da Liliana que me conquistou!

Escolhi o chão que queria (a um preço que nem contado acreditam, de tão acessível) e depois montei (dos nove quadrados de 50x50cm praticamente desfeitos) o suficiente para forrar o chão do sofá (somente do sofá).

Sou carneiro, sou teimoso, mesmo depois de decidir o que queria, duvidei na quantidade dos quilos do que precisava o que me custou cinco viagens das Antas até ali.

Entre as mãos esfoladas, a mão de obra (in)voluntária do meu melhor amigo, a paciência do meu Pai e as sugestões da Liliana e da Isabel, o trabalho ficou concluído.

Foram horas em viagens, pregos, furos, plantações e replantações, até à morte por exaustão do último dos meus dedos.

Se valeu a pena?

Acho que por agora, posso dizer que sim!

FranciscoVilhena









domingo, 29 de março de 2015

O Sonho da Música, Até já


Estou seguro, este mês de Março foi dedicado aos musicais ... ou a um, em particular.

O Sonho da Música conquistou-me logo na estreia* e a prova disso mesmo é que me fez regressar mais três vezes.

Exagero?

Não, de todo.

Aliás, tenho que vos dizer, tenho pena de não ter ido muitas mais.

Pode parecer estranho, à primeira vista é quase como assistir ao mesmo filme mais que uma vez mas no teatro ... no teatro a magia muda.

A cada novo espetáculo, sentimos arrepios diferentes, reparamos em pormenores que até então nos tinham passado despercebidos, mesmo com a certeza de estarmos focados e concentrados.

Ganhei uma inexplicável empatia com cada uma das personagens, no fundo, quase deu vontade de as trazer comigo para casa.

Da alegre e meiga Violeta (Andreia Valles), do desajeitado Samuel (Luís Manhíta), do sonhador Ângelo (Bernardo Lima), do engatatão Elvis Presley (Bruno Vieira), do divertido Freddie Mercury (André Lourenço) da tão lindíssima e ternurenta Marilyn Monroe (Jessica Tavares) e da arrepiante voz da Monserrat Caballé (Isabelle Furtado).

Chegamos em cima da hora (oh Francisco, que novidade) e mesmo antes do musical começar, já falava descontroladamente, mais depressa que aquilo que pensava, atropelava-me, levantava-me e sentava-me de forma inquieta e quase perturbante, estava em pulgas, que orgulho ...

Fui sempre na companhia de amigos diferentes e acho que isso possa ter influenciado, de alguma forma, as minhas sensações, não sei, o que sei é que gostei sempre mais, no próximo mais que no anterior, hoje, mais do que todos os outros.

Sim, hoje o último musical foi notoriamente diferente.

As cenas mudaram ligeiramente, existiram falas e graçolas novas, a interação dos atores foi completamente envolvente, com eles a saírem do palco ...

Tudo foi novo, até a força com que mordi os lábios ...

Hoje não me contive e chorei três vezes ... mais que de todas as outras.

De um lado para o outro da cadeira, chorei, sorri, ri alto, cúmplice da alegria que foi vê-los e ao mesmo tempo despedir-me ...

Acho que nunca fui muito bom a despedir-me, fica a saudade daquilo que vai embora sem levar tudo aquilo que lhes pertencia.

No final de tudo isto, bem, tenho que fazer a minha maior crítica: que triste é o nosso Porto, aquela que é conhecida como a cidade invicta, não ter dado o merecido reconhecimento a este elenco de luxo, a este grupo de jovens sonhadores e lutadores, que fazem do mundo do espétaculo, uma verdadeira fantasia.

Que Orgulho tive neste musical ... Parabéns.

FranciscoVilhena